quarta-feira, 31 de outubro de 2007

de volta á teimosia.

Não dou muita atenção ao que me dizem mas andei aqui a reparar que o post onde me assumo um teimoso foi aquele que mais considerações mereceu por parte de quem cá veio ver o que escrevo.
O que é obvio é que não somos lestos a dar a atenção a pequenos(ou grandes!)pormenores mas mais rapidos que a própria sombra (qual Lucky Luke!)a apontar o dedo!
Obrigado por lerem as minhas asneiras.
Afinal já recebi mais de mil visitas. Yupi!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Diego

Maradona está na minha memória pelo jogo fantástico no Mundial de Futebol de 1986 frente á Inglaterra, num jogo também politico (depois das Guerra das Maldivas), onde o génio teve a ajuda da mão de Deus, e foi deus com a bola nos pés.
Diego Armando Maradona nasceu a 30 de Outubro de 1960. Foi o melhor do Mundo. Caiu em desgraça. Continua a ser o Herói da Argentina.



Depois de ter marcado com a mão de Deus o primeiro golo, Maradona fez assim o segundo golo frente á Inglaterra.

«Dito e feito»


"Calma Sherk! Se há vontade há sempre uma maneira!"
As sábias palavras são do Burro! Esse!(o da imagem em cima para terem a certeza!) O fala-barato do primeiro capitulo (e dos outros dois)da saga do Ogre Verde dá-nos esta Pérola (para porcos quem não a perceber). Quem me incutiu o texto foi um Amigo. O mesmo que me acusa de ser da Esquerda Festiva (um insulto para um rapaz como eu!). As palavras ficaram-me na memória. O Burro tem assim umas saídas engraçadas. Eu, ainda verde para chegar ao papel de Burro aproveitei para aprender. Sou mais Burro um bocadinho hoje. Com graçolas simples, mas que fazem lições de vida.
Afinal, para chegar a qualquer lugar, se há vontade há-de existir maneira!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"Rio das Flores"...

capa do livro
"Rio das Flores"
...é este o titulo do novo romance de Miguel Sousa Tavares, que hoje chegou ás livrarias.
Pelo que por aí li, a história anda á volta de uma família alentejana, atravessa períodos importantes do século XX e acontece no Alentejo, Espanha e Brasil.
Não preciso de promover o Miguel Sousa Tavares nem contribuir para a campanha do Governo do Plano Nacional de Leitura. Mas o desafio é para que leiam. O enredo parece-me interessante. "Equador" é uma delicia. Costuma dizer-se que "Filho de Peixe Sabe Nadar", o Miguel Sousa Tavares não deu poeta mas um excelente contador de estórias. É uma boa razão para ler o "Rio das Flores".

sábado, 27 de outubro de 2007

Vida de Camelo


A vida parece-me tal e qual a figura deste animal.
Com altos e baixos.
Elegante no passo... mas lenta na caminhada.
Com pêlos e tranças e de doce olhar.
Tanto se está no Alto do bicho, como se escorrega para o fundo da bossa.
Tem caracteristica importante e lição para a vida: há que armazenar! É que na travessia do Deserto nem sempre se encontra um Oásis!


PS.Não se alapem entre os altos do bicho...creio que é daí que vem a expressão "bater no fundo!"


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

«Dito e feito»

"Rir-se de tudo é próprio dos tolos. Não se rir de nada é próprio dos estúpidos. "
Erasmo

Já aqui vos disse que sou meio assim. Apesar da depessão que todos os dias por aí se apregoa, eu sou assim um tolo, porque continuo a rir. Porque adoro rir. E sorrir também, em especial para o que gravita aqui á minha volta. Não me revejo na parte dos estúpidos, porque na adversidade continuo a rir. (Lol)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Para reflectir...

“Em pleno centro de Braga, uma mãe viu o seu filho ser "arrancado" do baloiço onde brincava, porque o pai de outra criança achou que o seu rebento tinha "mais direitos" que o outro. Por uma questão de pigmentação. Da pele. Djariatú Mané ficou confusa, ofendida e revoltada, porque em parte os insultos racistas e agressões "foram presenciados por dois agentes da PSP, de forma relutante".
Djariatú Fatú Lopes Mané estava com o filho Rui, de três anos, num parque infantil em pleno centro de Braga, vigiando as brincadeiras do petiz, alarmou-se quando os pais de outra criança forçaram o Rui a sair do baloiço, para que o filho deles ocupasse o equipamento. "Vi o meu filho a ser arrancado pelo senhor, caindo no chão com o lábio superior a sangrar. Corri em auxílio, perguntando o porquê de tal barbaridade. Ele respondeu "O meu filho está no seu país e tem todo o direito de estar no baloiço que o seu filho está a ocupar indevidamente".
Djariatú ficou mais perplexa quando a mãe e a avó da outra criança embarcaram no insulto. "Chamaram-me preta, macaca e prosseguiram 'Vai para a tua terra. Estás em Portugal atrás de comida. Em África passavas fome e vivias no mato'".
Jornal de Noticias, 21 de Outubro 2007

Não há grande coisa a acrescentar. Desafio-vos a reflectir apenas.
E deixo mais uma nota, uma frase feita : "Tão ladrão é o que rouba(agressor) como o que fica á porta(PSP)!"

Tenho vergonha que isto tenha acontecido na cidade onde nasci.

sábado, 20 de outubro de 2007

Remember

desde sempre fui fã da publicidade, e este vicio nasceu com a simplicidade de promoção de produtos como estes dois videos. Para além destes dois, queria referir mais três produtos que marcaram a minha memória: os pudins boca doce, o Omo(aquele dos glutões) e a Pasta Medicinal Couto. Ficou-me também uma frase publicitária "E se de repente alguem te oferecer flores???-Isso é Impulse!

Remember

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A Guerra (a nossa)


A RTP estreia hoje um documentário, em 9 episódios, sobre a Guerra Colonial.
A autoria é de Joaquim Furtado.
Nós, a geração pós 25 de Abril, que não a vivemos e nunca nos foi dada muita informação sobre ela temos o dever cívico de ver. E perceber, para poder julgar comportamentos que, por muitas vezes, não percebemos.

"A GUERRA
Moçambique…Angola…Guiné…As feridas de um país...As verdades escondidas
Moçambique…Angola…Guiné…Até onde nos levou a Guerra Colonial.Recorrendo a imagens de arquivo nunca antes vistas, esta é uma página da nossa história com muito por revelar.Mais de três décadas depois, Joaquim Furtado foi ao terreno ouvir os dois lados do conflito.Na primeira pessoa, o relato fiel dos acontecimentos.Os traumas que não se esquecem, as feridas físicas e psicológicas que teimam em não sarar
."
Fonte: RTP


Em 1989, iniciei com a minha turma de 10ºano do Externato Infante D.Henrique, no âmbito da disciplina de Antropologia, orientada pelo Professor José Manuel Lages, um trabalho de pesquisa sobre a "Guerra Colonial".
Haviam passado 15 anos sobre o fim da Guerra e rapidamente percebemos que afinal a Luta continuava. De forma silenciosa. Mas dura, emotiva. Continuava a fazer vitimas. Todos os dias.
O trabalho de campo, com pesquisa e entrevistas pessoais foi o descobrir de um conjunto de memórias que todos (os que combateram) escondiam, como um tesouro (em forma de pesadelo), que lhes vai marcar a vivência.
"A Guerra Colonial-Uma história por contar..." rapidamente se transformou em voz dos silêncios.
Foi um trabalho que virou exposição, de forma permanente no depois criado "Museu da Guerra Colonial" em V.N.Famalicão, e tem percorrido o País.
O stress pós-traumático não é estória do Paulo Portas, é uma realidade, que continua a fazer Guerra em quase todos os que Viveram no Mato.

A Sombra,(a minha) tem forma de Mulher

Olho-te a tristeza.
Consigo medir-te o pensamento cansado.
Sinto a força que te empurra.
...Nem tudo o Amor sabe curar.
Percebo que não te entendes com o Mundo.
O teu Mundo, que não sabes onde está.
Tantas vezes viajas nele. Não sabes a que canto fica a cozinha que marca o território.
...Nem tudo o Amor pode resolver.
Sei do tamanho da Tua Alma.
Tens os valores que te elegem á categoria de (minha) Princesa.
Tens o Dom da Justiça.
...É por isso que o Amor vive entre nós!
És, por vezes, frágil mas tens uma Força enorme em Ti...

Procuro ser a âncora do teu mar rebelde.
Nem sempre sou mais forte que as tuas ondas. Nem sempre o Coral onde podes tranquilizar.
Cada regresso a cada um dos Teus Mundos traz novas ondas, umas transformadas em mágoa, as outras, as verdadeiras, a alegria. O Amor!
São 2 Mundos, bem sei. Mas há quem não tenha nenhum.
O meu és Tu.
Iluminas-me!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Parabéns!



"A tarde estava tal e qual hoje.
Um antecipado Verão de S.Martinho, com um Sol que iluminava ainda mais a tua Aura.
Tremia mas estava determinado. Iria roubar-te um beijo!

Agarrei numa flor.
Fui contigo, pela rua de sempre.

Caminhamos, agarrei-te e beijei-te. Ficaste com tédio. Afinal o beijo foi roubado!
Roubar para comer(alimentar a Alma) não é pecado. Foi assim que me ensinaram na catequese.
Ficou-me o prazer do instante. Até hoje. Tão delicioso é um beijo roubado.
De lá até aqui passamos Estações de cada ano:
-Crescemos como a Primavera. Vibramos como o Verão. Renovamos-nos depois de caídas as folhas de Outono. Atravessamos o cinzento do Inverno. Afinal vivemos!

Obrigado por existires! Parabéns, por seres quem és, como és!
...Desde aquela tarde, com um beijo roubado, em que me marcaste a Alma.

Desde aquela tarde que vivo contigo todos passos de um trilho que nos juntou num beijo roubado!"

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Fora de Horas

O passar dos dias, em tempo de Outono/Inverno é rápido demais. È claro que estou a falar do dia, enquanto luz do mesmo. Para quem como eu está habituado a viver de noite, acordar de manhã é uma tortura. Por isso, nesta época, levantar á hora de Verão equivale quase a não viver de dia. O que é mau.
Sou um anti-social.Vale-me que vivo bem com isso, sei dar a volta ao texto sem ter de recorrer ao psicólogo. Afinal, este meu caracter anti-sócial com os horários, nos tempos que correm, seria motivo para estar aqui a disertar sobre uma qualquer crise psicologica e falar da tão vulgar depressão e caracter depressivo em que todos vamos vivendo.
Mudam-se os tempos mudam-se as as frases feitas... "Cartas de Amor, quem as não tem??" para o classico moderno "Depressões quem as não tem??".

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Eu, teimoso??

Todos nós temos a mania que por esta ou aquela razao somos Grandes, Enormes, os Maiores do bairro. Que não merece-mos uma derrota na vida. Uma perda, um amor mal acabado, um arrufo no emprego, em que nos é que tinhamos razão(sem razão nnhuma!!), mas tinhamos razão.
Sou um teimoso. Eu sei que sim. Mas o bom deste defeito que me aponto é que, tal e qual o azeite, ás vezes, e com o passar do tempo, a teimosia dá-me razão numa razão que eu não tinha quando sobre esta ou aquela coisa tanto insisti e teimei para que fosse assim. È a estrelinha da sorte ou mera intuição mas julgo-me logo o Maior do bairro quando a teimosia(a minha) acaba em razão e facto.
Isto não vem a propósito de nada. Apenas estava aqui a pensar com os meus botões porque razão é que ás vezes sem razão nenhuma acabamos por ver a razão ficar do nosso lado.
Bom é que quando isso acontece também saibamos refletir que ser teimoso não nos dá razão. Até a podemos ter mas nunca podemos abdicar da racionalidade. Essa sim é guia de orientação. Eu teimoso??Sim sou. Mas também sou racional, equilibrado e sei reconhecer o limite da teimosia. Mas também tenho a mania(muitas vezes)que sou o Rei da Capoeira...
Afinal, perfeita, perfeita...só a Super Bock sem alcool e eu (como destilei uns bons litros ao longo da vida) não chegarei á dita Perfeição.
Sou teimoso.Com muito Gosto!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Luanda


"(...)E toda esta gente movendo-se pelos passeios, acotovelando-se nas esquinas, numa espécie de jogo universal da cabra-cega.Moços líricos. Moças tísicas.(...)
Meninos vendendo cigarros, chaves, pilhas, pipocas, cadeados, almofadas, cabides, perfumes, telemóveis, balanças, sapatos, rádios, mesas, aspiradores. Meninas vendendo-se à porta dos hotéis. Meninos apregoando quimbembeques, espelhos, colas, colares, bolas de plástico, elásticos para o cabelo(...) Mutilados hipotecando as próteses(...)
(pregões)Lavo... Guardo!... Engraxo!
Se fosse uma ave, Luanda seria uma imensa arara, bêbada de abismo e de azul.(...)Se fosse uma mulher, seria uma meretriz mulata, de coxas exuberantes, peito farto, já um pouco cansada, dançando nua em pleno Carnaval."
In AS MULHERES DO MEU PAI, José Eduardo Agualusa
A descrição é tal e qual a que eu vi e vivi quando em 2000 estive em Luanda.Viagem fantástica. Histórias incriveis para recordar. País enorme, cheio de vida. Uma cidade cosmopolita, numa degradação estranha e uma vida louca. Luanda não será Nova York ou qualquer terminal de Aeroporto, mas junta gente do Mundo, de todos os cantos de Angola, vendendo tudo...As ruas respiram vida, intensa. O transito é caótico, desordenado. Na baía, os postes de iluminação são protegidos por grandes blocos «evita-se que quem volta dos bares os derrube». O futebol era o ópio do povo. Terra de contrastes. Os carros, topo de gama, blindados. Os mutilados e os orfãos, saindo de um qualquer esgoto, na mesma rua onde os mesmos carros passam. Por tudo, Luanda é fantástica. Angola um país imenso...
Um dia gostava de lá voltar...

Escritos

"Nunca conheci ninguém como tu. És dificil de entender...
mas a mais doce, meiga e deliciosa criatura que cruzou a minha vivência..."