terça-feira, 23 de outubro de 2007

Para reflectir...

“Em pleno centro de Braga, uma mãe viu o seu filho ser "arrancado" do baloiço onde brincava, porque o pai de outra criança achou que o seu rebento tinha "mais direitos" que o outro. Por uma questão de pigmentação. Da pele. Djariatú Mané ficou confusa, ofendida e revoltada, porque em parte os insultos racistas e agressões "foram presenciados por dois agentes da PSP, de forma relutante".
Djariatú Fatú Lopes Mané estava com o filho Rui, de três anos, num parque infantil em pleno centro de Braga, vigiando as brincadeiras do petiz, alarmou-se quando os pais de outra criança forçaram o Rui a sair do baloiço, para que o filho deles ocupasse o equipamento. "Vi o meu filho a ser arrancado pelo senhor, caindo no chão com o lábio superior a sangrar. Corri em auxílio, perguntando o porquê de tal barbaridade. Ele respondeu "O meu filho está no seu país e tem todo o direito de estar no baloiço que o seu filho está a ocupar indevidamente".
Djariatú ficou mais perplexa quando a mãe e a avó da outra criança embarcaram no insulto. "Chamaram-me preta, macaca e prosseguiram 'Vai para a tua terra. Estás em Portugal atrás de comida. Em África passavas fome e vivias no mato'".
Jornal de Noticias, 21 de Outubro 2007

Não há grande coisa a acrescentar. Desafio-vos a reflectir apenas.
E deixo mais uma nota, uma frase feita : "Tão ladrão é o que rouba(agressor) como o que fica á porta(PSP)!"

Tenho vergonha que isto tenha acontecido na cidade onde nasci.

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