terça-feira, 15 de abril de 2008

Pergunto eu...

Grande parte de nós teve educação católica. Fizemos catequese. Ensinaram-nos a temer, a não pecar. Nós crescemos e depois acreditamos no que queremos.
A minha questão e o desafio que vos deixo é dizerem aqui de que forma isso influencia a vossa vida??
Apelam a "Deus"? Ainda rezam??

Este "Pergunto eu..." não tem por objectivo tornar este meu espaço num fórum de debate mas de partilha de ideias.
Apenas perceber os outros é dos exercícios mais interessantes de fazer!

8 comentários:

andreia disse...

Bem, eu andei na catequese e rezei todos os "pai-nossos" e "ave-marias" e apesar disso e para desgosto dos meus pais cheguei á conclusão que não a acredito na cartilha que durante anos me impuseram, considero-me ateia.
Mas apesar de tudo foi positivo e quer queiramos quer não aqueles dez anos de catequese ficou alguma coisa, é necessário "conhecer para saber, para fazermos uma escolha consciente" dizia a minha catequista.Dos tempos de catequese ficou a camaradagem, a responsabilidade e mobilização para organizar actividades.

PontoGi disse...

Regra geral, acho muito sinceramente que quando as coisas apertam temos tendência a "apelar" a Deus- digamos assim- e, às vezes, acabamos por rezar (à maneira de kkr um).
Talvez por termos tido essa influência temos necessidade de acreditar em alguma coisa ou ser superior, seja ele o que for quer sejamos ou não católicos assumidos.

Jorge Rita disse...

Concordo com as duas.Primeiro porque o grupo da catequese acaba por ser, regra geral, um pouco diferente do da escola, numa fase importante do nosso desenvolvimentro como crianças.
Depois, já em fase adulta temos tendencia a evocar 2Deus e todos os Santos". Eu rezo todos os dias, não a um Deus, mas como forma de reflexão diária.

flá disse...

Eu fui menina para seguir a catequese até ao crisma!! (para fazer a vontade à família). Não custou muito e foi positivo porque me ajudou a questionar e a formar a minha opinião. Também era menina para deixar as catequistas engasgadas por não saberem esclarecer as minhas dúvidas quanto a certos dogmas... Zanguei-me definitivamente com a Igreja no dia em que o padre usou uma homilia da missa de domingo para fazer propaganda contra o Aborto (por altura do 1º referendo), com um discurso demonizado das mulheres que o cometem e de todos os que o permitissem... Achei que aquilo não era cristão... ;-)

Ao longo dos anos fui aprendendo a separar o trigo do joio (as mafiosices da igreja, da fé das pessoas). Não sou ateia, mas também não sou uma católica... pelo menos devota. Não me incomoda muito não me saber encaixar numa religião ou definir-me em termos religiosos. Também apelo a Deus na hora de aperto, mas sem muita esperança que ele me escute. Acho que faz parte da fraqueza humana esperar que ainda reste uma última força superior que os pode desenrascar.

Contudo sinto um imenso fascínio por tudo o que é religioso, de um ponto de vista antropológico. respeito muito todas as crenças, não julgo nenhuma, a não ser o que degenera de mal em todas e que passa pelo fanatismo cego ou o deturpar da mensagem para seu próprio proveito.

By The Way: Eu tenho tara por igrejas, quanto mais antigas melhor; adoro fotografá-las e estudar a sua história. Procuro fazer um portfólio de igrejas do minho, pelo menos da zona de Braga.

Jorge, desculpa o testamento, mas também escolhes temas que dão "pano pra mangas"! :D

Jorge Rita disse...

Flá, gostei da parte da tara. Quanto ao testamento, o objectivo é perceber o vosso pensamento...é uma das minhas taras..lol...

Bruno Marques disse...

Bem, acho que todos nós passamos por aqueles "habituais" passos iniciais da educação católica. Baptismo, catequese, primeira comunhão...mas depois grande parte fica-se por aí.
Como diz a Gi, é mais nos momentos de algum aperto que nos refugiamos na religião. Porque precisamos de nos agarrar a alguma coisa. Curiosamente, tive uma conversa interessante com um padre sobre este assunto há bem pouco tempo.
Sinceramente, não rezo e não vou muito frequentemente à igreja embora por vezes até me sinta bem dentro de uma igreja.
Acho que a Igreja precisa de se tornar mais "open mind" em determinadas questões para mobilizar as pessoas.

Anónimo disse...

a esta altura so falta mesmo o casamento....

batizado....catequese..primeira comunhao...comunhão solene....crisma e....casamento

Bruno Marques disse...

Não fiz nem a comunhão solene nem o crisma...logo...