sábado, 12 de dezembro de 2009

Coisas que também eu poderia escrever...

Um dia, ainda um teenager, de cabelos longos e fartos, lá fui para mais uma noite de copos. Eu e meia dúzia de amigos. Vodka pra cá e pra lá! "És muito gira!", o piropo a cada rabo de saia que passa...
Vem uma amiga de escola que me apresenta outra amiga. O efeito vodka
diz-me que tinha ar de metaleira-soft. Teimosamente ela diz depois que eu tinha
bebido muito. Dois lançamentos de pesca e umas tentativas de amaço. Uns kiss's à lambão. Mais um engate...

À amiga saquei o número da amiga. O fixo, que não havia tecnologia móvel com extensão de 9 números. Muito menos sms para o engate fácil.
Depois, no auge de uma carreira, que hoje está quase a finar-se, os Delfins foram mote para novo datting.
Mais uns copos. Curva e contra curva. Linhas contínuas e um banco de pedra (que
eu insisto, entretanto mudou poucos metros de lugar). Mais umas chamadas
telefónicas. Mais umas saidas. Muito sentido de humor. Uns beijos roubados. E um clássico: de rosa vermelha na mão, timidamente (que vodka à tarde era abuso), o palavreado à antiga "queres namorar comigo?". Ela respondeu com o humor que a caracteriza "Nim", com "S".
Tardes de viagens entre o "carocha do amor" e o transporte público que
me levava ao ponto de encontro. Seguiram-se os primeiros meia dúzia de anos. De descoberta. De Amor á teenager. Com tanto divertimento. Com muitas linhas contínuas, por vezes pisadas quase até ao limite da transgressão.

Surgiram também os arrufos e a separação do tipico "um tempo" que é tempo que nunca mais acaba.
Um dia apareci-lhe a casa dentro de uma caixa em forma de embrulho. Ignorou o tesouro e deixou-me cair. Rimos! Beijamos!
Seguiram-se outros anos. De crescimento. De desilusões. De ensinamentos. De construções de castelos que, como todos os castelos, com falta de bases sólidas, acabaram por ruir.
Foram os dias cinzentos. O adiar de passos naturais.
O cansaço. A irritação. A separação.
Passaram-se anos desde aquele dia de vodka.
Estranho.
Desde aquele dia já vivi mil estados de gostar de ti.
Hoje, e vão lá tantos anos, por aqui resiste a camisola que me ofereceste de presente no nosso primeiro Natal "como namorados".
Por aqui resiste o "gosto tanto de ti!" daquele dia em que timidamente, de rosa vermelha na mão, lhe disse "queres namorar comigo?"

Texto de alguém não identificado
Há estórias de Amor engraçadas não há?

6 comentários:

Sayuri disse...

Este alguém não identificado escreveu um texto muito bonito...

c*c disse...

É engraçado como há estórias tão diferentes que no fundo não passam de histórias surpreendentemente iguais...

Jorge Rita disse...

Sayuri. Encontrei o texto por aí...
;D

C*C. Afinal "a vida da vizinha pode ser melhor que a minha" mas não será assimtao diferente.
Um miminho!

Elsa disse...

As histórias de amor sao sempre belas...n interessa como começam ou terminam, mas sim quanto dura o tal amor!!!





Nao podia deixar passar "à (á) teenager"

sahla disse...

lindo texto. parabéns

Jorge Rita disse...

Thank's Sahla. Bem vinda!
É sempre um gosto!